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Adoráveis doidos

maio 28, 2013 -

Foi no sacolejo de um ônibus da Circular Santa Luzia que o casal José Valderli – Derli para os familiares, e Zé do Táxi para clientes e amigos – e Rosana Maria, a Rô, se conheceram. Ele era cobrador; ela, passageira. Entre um olhar e outro, certo dia engataram a primeira conversa de muitas que surgiriam pelo caminho.
A simpática Rô pegava a linha do shopping todos os dias para ir ao trabalho, a mesma na qual o futuro Zé do Táxi era cobrador. De parada em parada, o sentimento entre eles cresceu a ponto de chegar o dia em que concluíram ser preciso ultrapassar os limites da Circular. O casal então deu partida a um namoro que, não demorou, virou noivado, e, enfim, casamento.
No sábado à noite, Rô comemorou 42 anos de idade, dos quais 20 ao lado de Derli. Muita coisa mudou na rota do casal desde aquela primeira viagem no interior do calorento circular.
Eles prepararam uma animada festa para a família e os amigos em sua aconchegante casa enfeitada por centenas de orquídeas, com direito ao serviço de um churrasqueiro de um tradicional restaurante do centro da cidade.
Rô passou o dia no preparo de sua famosa maionese e de outras delícias para acompanhar o churrasco, e Zé ocupado com o horário de entrega do chopp, a montagem do som, e outros detalhes do cenário da festa. Providenciou até um microfone, que lhe serviria horas mais tarde para fazer suas declarações rasgadas à amada Rô.
Ele, que não gosta da palavra empreendedorismo, e acredita apenas em trabalho duro, não esconde o prazer de poder proporcionar momentos como esse a quem gosta. Mesmo prazer sentido por Rô ao perceber que alguém saboreia feliz um prato que ela preparou.
“Você é doida demais…”, cantarolou Zé, pouco antes do início dos parabéns, com o microfone em punho, dirigindo-se a Rô. Pega de surpresa, ela não deixou por menos – “sou doida mesmo, porque me casei com um doido igual a você”.
Doidos, não sei, mas adoráveis, sem dúvida.
Obrigada Zé, pela sua amizade.